Vivi e Eu

Pessoinha especial que entrou na minha história e se eternizou no meu coração.

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CRISTAIS DE AFETO

Cristais de afeto

A vida passa tão corrida que a gente nem percebe como anda tratando os nossos amores, amigos e familiares.

Eu acredito que as pessoas queridas são como peças raras, frágeis e caras, que a gente não deve apertar demais, nem deixar frouxas nas mãos.

Afetos são como cristais…

É preciso tomar cuidado pra não trincar, nem partir.

Então imagina só o coração como uma caixa que a gente vai guardando pessoas importantes, aquelas que fazem diferença na vida…

Como você carregaria essa caixa no seu dia-a-dia?

É… Tem que prestar atenção, mesmo…

O segredo é carregar com delicadeza e, ao mesmo tempo, com firmeza, pra que elas não se espalhem, não se quebrem, nem se percam pelo caminho.

A minha caixa eu seguro, aqui, perto do peito.

Piso firme, olhando pra frente, cuidando pra não tropeçar…

Carregar pessoas queridas é responsabilidade grande.

Não é de qualquer jeito.

E se no trajeto a gente precisar pousar a caixa, é importante escolher um lugar seguro, mas de fácil acesso, pra nunca perder de vista.

Assim o cristal não se quebra, nem fica esquecido.

Cristais podem durar para sempre…

Afetos também…

A gente precisa é aprender a carregar…

 

24/03/2011

SAÚDE MENTAL…

Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei. Mas foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico.

Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh matou-se. Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.

Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos. Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, bastar fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou.

Pensar é uma coisa muito perigosa… Não, saúde mental elas não tinham. Eram lúcidas demais para isso. Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata. Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental. Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa empresa. Por outro lado, nunca ouvi falar de político que tivesse estresse ou depressão. Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.

Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos. Nós somos muito parecidos com computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes. Uma delas chama-se hardware, literalmente “equipamento duro”, e a outra denomina-se software, “equipamento macio”. O hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito.

O software é constituído por entidades “espirituais” – símbolos que formam os programas e são gravados nos disquetes.

Nós também temos um hardware e um software. O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo “espirituais”, sendo que o programa mais importante é a linguagem.

Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software. Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam. Não se conserta um programa com chave de fenda. Porque o software é feito de símbolos, somente símbolos podem entrar dentro dele.

Assim, para se lidar com o software há que se fazer uso dos símbolos. Por isso, quem trata das perturbações do software humano nunca se vale de recursos físicos para tal. Suas ferramentas são palavras, e eles podem ser poetas, humoristas, palhaços, escritores, gurus, amigos e até mesmo psicanalistas.

Acontece, entretanto, que esse computador que é o corpo humano tem uma peculiaridade que o diferencia dos outros: o seu hardware, o corpo, é sensível às coisas que o seu software produz. Pois não é isso que acontece conosco? Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas eróticos de Drummond e o corpo fica excitado. Imagine um aparelho de som. Imagine que o toca-discos e os acessórios, o hardware, tenham a capacidade de ouvir a música que ele toca e se comover. Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta de emoção! Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio: a música que saía de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou.

Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca, saúde mental até o fim dos seus dias. Opte por um software modesto. Evite as coisas belas e comoventes. A beleza é perigosa para o hardware. Cuidado com a música. Brahms e Mahler são especialmente contra-indicados. Já o rock pode ser tomado à vontade.

Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago? Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. E, aos domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato.

Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal. Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram.

Autor: Rubem Alves

 

SER BOBO…

“Das vantagens de ser bobo…

“Ser ou não ser Bobo, eis a questão!”, procurei no dicionário a definição de bobo e encontrei o seguinte: ingênuo, inocente, indivíduo tolo, que diz asneiras, parvo. O oposto do bobo é o esperto, inteligente.O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar no mundo.O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, reponde: ?Estou fazendo. Estou pensando?.Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia. O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem.Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.Há desvantagem, obviamente. Mas em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar e, portanto, estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: ?Até tu, Brutus??Bobo não reclama. Em compensação como exclama! Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás, não se importam que saibam que eles sabem.É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.Clarice: Intensa e Eterna

PALAVRAS MINHAS:NÃO CONFUNDAM SER BOA COM SER BOBA!!!A GENTE TÁ NESSA VIDA PARA VIVER, AMAR E APRENDER.AHHHHHHH…E SE SURPREENDER…SEMPREEEEEEEEEE!!!

A JUSTIÇA DE DEUS…

Não acredito na justiça dos homens, mas acredito na justiça de Deus!!! O MELHOR DE VOCÊ … Dê sempre o melhor, e o melhor virá… Às vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas… Perdoe-as assim mesmo. Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta e interesseiro… Seja gentil assim mesmo. Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros…Vença assim mesmo.  Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo… Seja honesto e franco assim mesmo. O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra… Construa assim mesmo. Se você tem paz e é feliz, as pessoas podem sentir inveja… Seja feliz assim mesmo. O bem que você faz hoje pode ser esquecido amanhã… Faça o bem assim mesmo. Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante… Dê o melhor de você assim mesmo. E veja você que, no final das contas… É entre VOCÊ e DEUS… Nunca foi entre você e eles!” Madre Teresa de Calcutá

 

TEM GENTE…

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta,de sol quando acorda,de flor quando ri. Ao lado delas,a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande,sem relógio e sem agenda. Ao lado delas,a gente se sente comendo pipoca na praça,lambuzando o queixo de sorvete,melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro e a vida fica com a cara que ela tem de verdade,mas que a gente desaprende de ver. Tem gente que tem cheiro de colo de Deus, de banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo, sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas,pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel. Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.  Ao lado delas,a gente não acha que o amor é possível,a gente tem certeza. Ao lado delas,a gente se sente visitando um lugar feito de alegria,recebendo um buquê de carinhos,abraçando um filhote de urso panda, tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração. Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa,do brinquedo que a gente não largava, do acalanto que o silêncio canta, de passeio no jardim. Ao lado delas,a gente percebe que a inocência é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo, corre em outras veias pulsa em outro lugar. Ao lado delas,a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado e a gente ri grande que nem menina arteira. Tem gente, COMO VOCÊ,que nem percebe como tem a alma perfumada! E que esse perfume é um dom de Deus..

MEU NOME É AMOR…

ME CHAMAM AMOR…

O que eu sou, o que eu vivo e o que eu quero não se explica aos normais. E não  venha me falar de razão, não me cobre lógica e não me peça coerência, sou pura emoção, tenho razões e motivações próprias, me movimento por paixão, essa é minha ciência e religião. Não meça meus sentimentos e nem tente compará-los a nada, pois deles sei eu, eu e meus medos, eu e meus fantasmas, eu e minha alma. Sua incerteza me fere, mas não me mata, suas dúvidas me açoitam, mas não deixam cicatrizes. Não me fale de nuvens, eu sou sol, não conte as poças, eu sou mar…profundo, intenso, misterioso, ativo e passional. Não exija prazos e nem datas, sou eternidade e atemporal. Não imponha condições, sou absolutamente incondicional. Não espere explicações, não as tenho. E o que eu sou, não se explica aos normais…eu simplesmente aconteço, sem local, ordem ou hora. Vivo em cada molécula, sou um todo e as vezes sou nada…você não me vê, mas me sente. Poderia continuar me descrevendo, mas aqui na sua terra…continuam me chamando de AMOR.